quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Do esquecimento

Completamente triste e solitário segue o cavaleiro cabisbaixo.
Em ritmo de derrota.
Sem esperanças.
Ausente de conquistas.
Tão triste quanto solitário.
Tão perdido quanto vencedor.
Esquecido em sua casa.
Intoxicado pela falta de palavras.
Deprimido pela falta de movimentos.
Caminha de lá pra cá.
Da sala para a cozinha.
Repousa nas paredes do quarto.
Enlouquece a cada segundo que lhe é tirado de vida.
E desperdiça seus talentos e seus sonhos e desejos...
Perdido num sofá no canto da sala.
Amargurando o mais impiedoso golpe da solidão.
Amargurando o amargo gosto da vida.
Sentindo o vento levando o tempo que não tornará a voltar.
Sentindo o tempo levando o vento.
Desprezando a vida que se demonstra antes os seus olhos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Do fim do dia

O entardecer, por intermédio do vento, trouxe no fim do dia de hoje coisas diferentes.

Flertando com a grama, no pátio, é possível observar que o dia está sem som. E com uma cor estranha.

Nuvens cinza sobrepõem-se a minha casa e minha rua.

E o silêncio e o cheiro das flores fazem emergir flagrante sensação de nostalgia.

E esse bucolismo ao meu redor, indissociado do traço que toca minhas atuais memórias, me engana e sutilmente, num pouco a pouco ininterrupto e veloz, altera a percepção.

E aqui já não parece mais ser o mesmo lugar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dos dramas do homem atual

Trânsito. Transeuntes. Transito.
Rótula. Pare. Lentidão...
Pedestre. Pedrada. Pretensão.
Velocidade. Ignorância. Gritos. Tensão.
Transito. E transito em meio a loucura instaurada no caótico ambiente comum dos Homens.
Sob o ardor do estresse.
Ante a observação da fadiga.
Isento de momentos de reflexão.
Ausente de pensar.
O descansar à sombra pode vir a implicar em prisão por vadiagem.
Defendido por lei, o entendimento é de que é defeso relaxar.
E onde você está?
E no que você pensa?
Na fatura da fatura?
No juro sobre os juros?
Nas comissões e todas as formas de opressão que o Dinheiro impõe, pois amparado pelo Poder Federal?
No voto inútil?
No sistema eleitoral onde são eleitos os ditos representantes da plebe, através dos votos em branco? Eleitos por quociente de sigla? Que todos desconhecem?
E a socialização?
E as praças?
E a integração?
E o retorno do Estado?
E a minha porção de terra?
E o meu pacote de benefício fiscal?
Só beneficio o fiscal..
Enquanto isso, lá fora, segue o ritual:
Condução. Ônibus. Mais ônibus. Tração.
Aceleração. Capotagem. Apitos.
Desrespeito. Insensatez. Pobreza.
Vícios. Cios. Dia a dia. Construções.
Rotina. Mesmice. Impaciência.
Falta de ar.
Dor de cabeça.
Desmaios.
E sempre e sempre e sempre presentes... roubo, furto e prostituição.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Invocação

Oh doce donzela,
dos cachos podados,
loira como o sol,
quente como a terra,
bela como as deusas,
voraz como um faminto,
pulsante como um coração.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Feito por mim

Tão programado que fui a buscar o que não queria ou o que eu não conhecia, que a vida agora me demonstra que eu não sei o significado e o real valor das coisas essenciais ao homem.

Eu não sei o que é felicidade.

Eu não sei onde encontrar a felicidade.

Tão questionador resolvi me tornar, que não sei mais o que é essência.

Tão crítico me formei, que não sei o que me faz feliz.

Não sei o que me toca.

E com isso, me enredo nas tramas e desafios que torturam minha mente e meu coração.

E me lanço nos braços daquela que supostamente me representa o amor, e então, repentinamente, caio no chão. Sem abraços.

Sem braços do amor.

Sem apoio.

E sem saber onde encontrar um mínimo de apoio.

E enquanto o se sentir perdido vigora como regra na minha vida, tateio no escuro em busca de um amparo.

Amparo que não encontro.

Amparo que nem sei o que é.

Por seu turno, na contramão do sentir, a tristeza se deixa identificar fácil.

Pela ausência de sorriso.

Pela vermelhidão dos olhos.

Pela falta de vontade.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Do fim

O que se pode aprender com o fim?
Onde guardar aquelas últimas e ásperas palavras?
Onde detalhar o óbvio que, furtivamente, estava apenas retardando a si próprio no tempo?
E como tornar a pensar ao contrário?
Se parece impossível, com a gravidade perdendo estabilidade dentro do cérebro..
Com os tímpanos se encarregando de me assustar..
A cada voz abafada, a cada riso medonho, a cada grito horrendo..
Dos que passam na calçada.
Dos que fogem da chuva.
Dos que se encaminham para algum lugar..
O que se pode extrair do fim?

Por ti

Quis compor pra ti a melhor canção.
Quis na tua pele encontrar o melhor refúgio.
Quis nos teus olhos mergulhar no melhor dos mundos.
Quis nos teus cabelos enxergar a maior das deusas.
Talvez a tua sensibilidade eu não tenha compreeendido.
Talvez os teus nãos tenham soado para mim como sim.
Talvez eu não tenha ouvido quando deveria.
Talvez eu tenha opinado, quando não deveria.
Confusão de sentimentos, o querer e o partir..
E a reconciliação que nunca foi comemorada.

(disponível em http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=62073)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Real trato

uma vida triste,
sem tom
uma vida sem brilho,
opacidade
uma vida sem incentivo
uma vida sem porquês
uma vida em desinteresse,
entre esse e aquele interesse
uma vida sem metas,
desmuniciada de objetivos
uma vida sozinho
um motivo torpe
um alvo inerte
um fútil momento
uma mancha vermelha no alvo tecido da camisa
um alvo sob a mira
o futuro representado em calendários
esse presente sem nada
uma vida em perspectivas sem possibilidades.
Eis o porque das tristes palavras?

sábado, 1 de agosto de 2009

Dubiedade

Duas são as coisas difíceis de um Homem suportar.
Uma é a solidão. Outra é a incompreensão.
Das dores, esta é a maior.
E o vinho não acabou.
É a minha salvação.
Hoje não poderia ser só eu.
Hoje não.
A companhia que for, seja ela oriunda da clara alteração da percepção de sentidos que o vinho aguçou ou não, hoje é bem vinda.
Hoje os vizinhos partilharão dos sons que ouvirei.
Hoje cada interrogação será levada à sério e à brincadeira, tantas vezes e num fingimento tão crédulo, que se esvairão todas!
Hoje todas as interrogações se esvairão!
E então nao restarão mais dúvidas.
Não mais.
Não dessa vez.
Hoje não.

domingo, 19 de julho de 2009

Invisível

Por que tu não me olhas?
Como pude ficar invisível diante de ti?
Hey! Eu estou aqui, bem diante de ti!
Que palavras minhas não consegues entender?
Que gesto preciso eu fazer?
Quem eu devo ser?
Se aquele que te mostrei não te satisfez.
Se aquele que eu fui, para ti nada foi?
Como podes não me ver?
Aqui!
Aqui!
Inesperado! Desesperado!
Ajoelhado. Sincero. Diante de.
O que eu sou?
Mais fraco que ontem? Mais forte que amanha?
Qual o teu segredo para poder não me enxergar?
Qual a tua receita para enrijecer o sentir?
Me mostra.. Me indica.. Me olha!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Os mesmos. Invariavelmente.

Alma sensível, corpo hombril.
Sentimentos aflorados, aparência indócil.
Inteligência farta, ideias retrógradas.
Quando há ideias.
Quando há sentimentos.
Quando há o existir.
Qual o fiel retrato de um poeta?
Que se esconde atrás daquele rosto cerrado?
E o que houve com aquele com o rosto serrado?
Encerram-se as finais razões.
Opera-se o feito e o mesmo é colocado à submissão do entendimento do Julgador. Que não analisa nem delineia o rosto do acusado. Que não prejulga as visíveis tatuagens e o ar de culpado. E com seu instrumento em punho, numa visão idealizada e antiga (retrógrada), dá, ali, à mão, com sua caneta, naquele momento, a sentença contra aquele que cometeu o ato vil em face de Vossa Majestade, o Estado.
E o Estado, preocupado em manter seu sistema de contas positivo, com deficiência financeira zero, apenas visa, no processo da condenação do Acusado, as custas a que fará jus. E o Condenado, condenado que já era, arca com o que não tem para satisfazer os desejos, vontades e privilégios de Vossa Majestade. As vulgas "obrigações".
Porque se um dia fui obrigado a me esconder em minha casa alegando ter pago os impostos do inverno e, do lado de fora o Cobrador fazia desdém da minha alegação, se aquilo era exemplo do poder do Estado para com o súdito, hoje, nos dias hodiernos parece ainda pior. Hoje o Estado se defende e cresce erigido por suas Leis e suas letais, instantâneas e multi simultâneas medidas provisórias. E seus fartos panos quentes.
Ao menos nos tempos de império havia pão e circo. Para assistir. Porque hoje eu sou parte do espetáculo. Sou muito mais circo do que pão. E não estou lá para assistir, mas para fazer parte do show de alguém. Para alguém. E cada vez com menos pão.
Indissociado de preceitos religiosos quaisquer posso afirmar que o pão não virá dos céus.
É.
E aliado a isso tudo esperamos pelo Profeta que virá nos salvar. Ou nos redimir.
E nem adianta alegar inocência, porque todos deverão ser redimidos. Digo mais: todos serão redimidos. A presunção será de culpabilidade!
Aos que nada acusarem contra si, o Estado, digo, o Profeta conseguirá uma declaração de culpa. Ora, como não conseguir? A redenção deve de ser plena. A redenção há de ser plena.
Enquanto o Profeta não vem respiramos aliviados. A não ser que venha para salvar.
Como aqueles Profetas que, no ápice de suas loucuras, admirados por toda aquela gente ignorante a aguardar suas palavras, acreditavam que ouviam o Senhor indicando o caminho. Talvez o estivessem. Em cena, como sempre, reis, súditos, platéia, chefe, palhaços..
Nos tempos atuais a realidade complicaria os planos dos Profetas. Primeiro, porque não se teria para onde ir. Já que, parece que estamos na década de oitenta, onde se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Segundo, porque a globalização e a falta de cultura corrente entre os súditos implicaria em dissidentes, em questionadores, em opinadores. E graças à violência que nos embanha de sangue no jornal do meio-dia, da noite, da madrugada, etc., os dissidentes em breve estariam assassinando o Profeta. Ou cobrando sua parte. Seus privilégios.
Porque o bom de ser Rei, Julgador, Profeta, é que se pode dar ordens. E nada como dar ordens. Ainda mais diante do cenário típico: poder, platéia e submissão.
Nada mais justo, por assim dizer, que o súdito busque seu lugar ao sol.
O problema é que ele aprendeu errado. Aprendeu da forma como aqui é ensinada pelos nossos Profetas.
Pelo Senado.
Pelo Supremo Tribunal.
Pelo vizinho.
Pelo ídolo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tristeza essa Triste

Tristeza, tristeza, tristeza, tristeza..
Em todos os seus momentos..
Em todos os meus momentos..
Em todos os momentos..
Tristeza triste...
Tristeza que preenche..
Tristeza triste em todos os seus tons...
Em suaves tons de cinza escuro..
Tristeza essa que faz lágrimas sumirem em meio ao teclado..
Tristeza que toca em todas as notas, soando todos os timbres..
Tristeza que acaba me definindo...
Tristeza que acaba me deixando com a certeza de que não tenho nada..
Com a certeza de que não tenho ninguém..
Com a certeza de que eu não sou nada.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"Eu não vou morrer! Depois da chuva.."

,

Por que dói tanto o arrependimento?
Onde fica o ponto de dentro do coração, da mente, que permite fazer com que a vontade quase incontrolável – e normalmente não controlável mesmo – não se sobreponha, evitando o intentar, o telefonar. Não escrever. Não demonstrar presença. Dormir sem pensar. Dormir.

Como é difícil aceitar e deixar assim... assim.

A tristeza não é nossa alegria.. Diria o poeta/palhaço, quando estivesse milongueando.

E a vida não é minha.

O que fazer diante da posse de tal informação?

Queria que não fosse só diante do espelho, onde me vejo do lado oposto, que eu parecesse senhor de mim mesmo.

Ainda sinto aquilo que não posso controlar.

Como se ‘controlar’ fosse o verbo certo.

Como se 'certo' fosse 'certo' usar.

E o debate interno, companheiro desses últimos dias, desde o despertar até o amanhecer, vem se expandindo.

E se a resposta parece fácil, a contraproposta, por sua vez, de ter de fazer para obter parece tão pesada e tão distante. E isso que eu, hipócrita, mas realista, não estou na pele dos loucos.

Também cutuco as palavras.. e “vivo o que escrevo”.. sem despudor.. sem temeridade de olhares.

Vale interpretar e ouvir: Bebeto Alves, Milongamento => http://www.cliquemusic.com.br/artistas/artistas.asp?Status=DISCO&Nu_Disco=7736

terça-feira, 7 de julho de 2009

Trajetos Noturnos

,
Trajetos noturnos, trejeitos diuturnos.
Pisadas suaves, frio intenso.
Noitadas trejeitam dias soturnos.
Três dos jeitos, noturnas manhãs.
Palavras jeitosas, madrugadas em vão.
Diurno e oportuno,
Esgueirado no fulgor da mata ante a lua vasta,
No auge, no ápice, no apogeu, no ponto do ponto mais alto que alguma coisa pode atingir..
Ele está lá.
Noturno.
Realizando trajetos diurnos.
Idealizado em trejeitos.
Quase um sorriso ante sua voracidade e animalidade.
Calcado pela fome.
Intuído pelo faro.
Noite adentro. Todas as noites. Noite toda.
Observa o caminho do caçador.
E o caçador, sabem bem o imenso tigre, também trilha trajetos noturnos.

Dela




Essa coisa de se diferenciar no meio de tantas mulheres iguais... É dela.

É dela esse cabelo lindo que todas as mulheres admiram e querem tocar.

É ela, com esse passo particular e a seriedade no rosto.

É dela, a sua habitual timidez, que interpretam como brabeza e severidade.

É dela a exteriorização da criatividade, do poder do transformar.

É dela o mais incrível gosto e conhecimento musical.

É ela que se entrega aos seus livros e ao mundo inserido nos livros, que encantam e feitiçam a mente dela, ao ponto de não poder mais distinguir alguns atos da vida real daqueles da vida fictícia. Daqueles atos dos livros, das obras que ela devora e faz o seu presente.

É dela.

E só ela.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Partir

,
Tão suaves notas que tocam o meu ser...
Tão suaves intervenções dos violinos...
E o grave do contrabaixo preenche o meu vazio.
E nas palavras do cantor vejo a minha própria realidade retratada.
E por isso - acho que - sou apenas mais um na multidão.
Mais um ser humano, mais uma pessoa, mais um "cidadão" que se resume em seus próprios problemas que influenciam nos problemas de todos ao seu redor.
Sou só mais um número.
Sou só o meu CPF - desde que com impostos em dia - perante o Governo.
Talvez a minha lembrança não faça ninguém chorar.
Muito menos a minha ausência.
Faria alguma diferença?
Seria um medo?
Vão lembrar de mim?
Vão lembrar do que eu fiz?
O que eu fiz?
Qual o meu legado?
Necessito legado?
Difícil..

sábado, 6 de junho de 2009

Ela não é uma rainha.

Disse-lhe o espelho, quando ele se levantou naquela manhã fria, que ela não era uma rainha.
E o caçador coçou sua farta barba hirsuta, como se tal ato o fizesse entender que os anos de fato passaram. E que, afinal de contas, talvez já fosse tempo de entender que ela de fato não é uma rainha.
Mas, o caçador, solitário que é, desviou seus olhos fundos da frente do espelho.
E sentado na mesa da cozinha sozinho, a sua xícara de café amargo e o seu pão velho nada lhe opinavam ou sugestionavam sobre suas escolhas.
E após forrar o estômago com um pouco do pão velho e beber o último gole do café, sentiu um pequeno mal-estar.
Coisa da idade certamente.
Mas o caçador não pensou isso.
Pensou no espelho.
E voltou a lhe fitar os olhos.
E o espelho, numa última tentativa desesperada de se fazer entender lhe gritou: ELA NÃO É UMA RAINHA!
Mas o caçador já estava absorto em seus próprios pensamentos, em suas próprias lembranças.
E estava perdido em sua mente, lembrando do ardor que exalava o perfume dela.
Quando a porta se fechou, o espelho ficou na escuridão do casebre.
E lá fora o caçador separava seu machado e sua espingarda.
Estava muito frio.
Mas tinha sol.
Erguendo os olhos e encarando o sol por alguns segundos, o caçador pensou que aquele dia seria ideal para passar ao lado de sua rainha.
E o caçador está tão cego que da realidade que o envolta que, ao dar seus primeiros passos em direção à floresta, ri para si mesmo pensando na rainha que nunca existiu.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fotos

_
Graças aos planos estranhos e dotados de extremas linhas tortas do Senhor, o Poeta a conheceu e pode (pôde) olhar seus olhos.

E, por este ato, o Poeta passou a indagar a si mesmo dia após dia, noite após noite, se existiria, nessa Terra, olhos mais lindos que os dela...

E a cada foto dela que ele revê sua indagação parece ter resposta...

Mas, para o Poeta, talvez nenhuma resposta equivalha a realmente uma resposta..

Porém, em suas lembranças jamais viu ou temeu avistar olhos tão lindos quanto os daquela Princesa.

E ela é uma uma princesa digna de portar o termo Princesa: com cabelos dourados (lógico); mãos belas e criativas; cheiro de Rainha e olhar de Deusa..

Era ela..

E só ela.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Entre(mente)s

Entrementes.

Entre entes.

Entre mentes.

Entre chuvas.

Entre tempestades.

Entre a esperança da chegada do grande dia e a vontade de esquecer o mundo.

Entre a espera e o futuro.

Atrás do futuro, no presente. Ente.

Rente.

Reto.

Categórico.

Desesperançoso.

Calcado de uma ausência de sorriso sem fim.

Talvez não tão desesperançoso como quis parecer num primeiro momento.

E também, aquele leve gesto envolvendo seus lábios, pode certamente ser um sorriso.

Ou espécie de.

Espécie de esperança é essa: realista e real.

Coração a mais de mil, como na canção, e o espírito firme, quase inerte, absorto em seu próprio ser. Do lado de fora, confusões. Confusões solares e de céus escuros.

Confusas tempestades.

E entre as tempestades, abrigado, fitando a chuva grossa que o céu providenciou com que batesse à sua porta, ele parece diferente.

E não é pelo volume alto da televisão.

E não é pelos barulhos que ele tem certeza que ouve, embaixo do chão, embaixo da casa, um som que parece se mover. Um ruído que parece se mexer. Se meter.

E não é pelo frio nas mãos. Ou pela chuva gélida a tocar o corpo.

É só pelo tentar.

É só porque, ele quer poder não parar de esperar os dias melhores chegarem. Venham eles a pé, ou a cavalo. Venham com o sol ou à margem da sombra.

Mas, por favor... Venham antes de eu cerrar os olhos.

E se o Inter ganhar esse Brasileirão?

E se o Inter ganhar esse Brasileirão?
Brasileirão é o Campeonato Brasileiro, aquele que passa na TV.
Enfim.
Se o Inter ganhar a Copa do Brasil, essa pergunta já é válida, substituindo as palavras, claro.
Mas, se o Inter ganhar o Brasileirão, impõe-se um questionamento: como ficarão as estrelas bordadas na camiseta?
Gize-se que a atual escuderia do Inter não contempla estrelas em seu bojo.
Mas, esse desenho da escuderia, design puro que é, está sujeito a alterações.
E hoje, os torcedores colorados estão acostumados com a edição de novas camisetas do Colorado.
Seja porquê estão ganhando tudo, seja porquê nos últimos anos o Inter teve consideráveis alterações em suas camisetas.
O que quero dizer é, que, vindo a levantar o troféu na Copa do Brasil ou no Brasileirão, o Inter terá de repensar, de alterar o design de sua escuderia, de seu símbolo.
Não parece justo? Conquistas nacionais merecem seu lugar junto ao peito.
Entenda... Não é que um emblema rodeado de dezenas de estrelas seja estranho. É que, na minha idéia, menos estrelas, mas diferenciadas por cores, parece muito melhor, em termos de design e valor (Valor).
Se outros times já não fizeram ou fazem? Sim. Fazem. E fizeram.
Aí não pode, por acaso?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dinh(eiro) - D'nro

Demorei e relutei a reconhecer.
Mas, realmente, parece que o dinheiro me causa algum incômodo qualquer.
Acho que, a atual necessidade de ter que ganhar dinheiro, me incomoda.
Dinheiro nada mais é do que um papel... Mas, quem queima dinheiro é observado e indicado, popular e culturalmente, como louco.
Quem realmente precisa do dinheiro são os Bancos... E talvez o Governo Federal, claro.
Afinal, me parec que o dia em que todo o dinheiro do mundo estiver com os bancos, ele não terá mais valor algum pra o Homem.
E não podemos esquecer que, graças a doce existência do dinheiro, podemos sim ser contemplados com crises econômicas, que geram, ou degeneram, em crises pessoais, em crises do emocional, em crise do existencial.
Claro, depende da importância que se dá à ele.
Vilão. Ou Prêmio.
Cada olhar, o seu próprio e infinito particular.

Sobre o tema, segue exemplo que recebi, por mim adaptado:

Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.A crise é sentida.Toda a gente deve a toda a gente, eivada de dívidas. Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de € 100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar. O dono do hotel pega na nota de €100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve €100, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar €100 que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os €100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os €100 e corre ao hotel aquem devia €100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos €100. Recebe o dinheiro e sai.Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora otimisticamente o futuro. Dá pra pensar....

domingo, 24 de maio de 2009

Jantar com a solidão

Pela maneira como ela se senta e se porta à mesa, era impossível acreditar que estivesse ali para me fazer o mal.

Mas, por mais inacreditável ou creditável que parecesse, ali estava eu, jantando. Em verdade, ali estávamos nós, jantando.

Ainda que ela estivesse a ocupar um lugar à mesa, era apenas eu ali. E eu ainda não podia saber exatamente o que ela estava fazendo ali.

Não tínhamos diálogo.

Não tínhamos pontos em comum.

Não tínhamos risadas para iluminar o ar sombrio e pesado.

Eu não tinha escolha.

Ela estava ali.

E ela me abraçava.

E a cada abraço dela, um pouco mais de dor se acentuava.

E cada vez que ela me beijava ou me punha para dormir, mais o teto parecia me tocar.

E as paredes se reduziam ao redor do meu corpo. Mas, por mais sufocante que fosse, por mais enclausurante que eu estivesse me sentindo, ali estava ela.. sorrindo para mim... ceifando meu leito...

E desta vez ela estava muito bem vestida.

E desta vez ela usava roxo. E os seus olhos estavam ainda mais indecifráveis.

Embora os olhos da solidão sejam profundos e extensos, de característica pura do abandono e do abandonado, alguma beleza neles existe e perdura.

E essa beleza, imbuída de morbidez, traição, loucura, remédios e insensatez, estava me fitando. E claramente ela sabia onde me tocar.

E agora, não eram apenas as paredes que se exprimiam e se apertavam. Tal ocorria também com o meu coração.

E o meu coração começava a dar claros sinais de que havia desaprendido o significado da convivência. E a palavra amor já não tinha sentido ou sentimento.

E então, pude concluir que ela havia feito o seu trabalho.

E constatei que ela não estava ali, de frente pra mim, apenas pelo jantar.

Constatei, com um leve sorriso no lábios, que a solidão havia encontrado o seu lar, bem aqui, junto a mim.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Será?


Seria essa a pergunta correta?
Com quem falar?
Com quem confidenciar?
A quem recorrer?
O que fazer?
A vida se demonstra indiferente...
Os fatos querem dizer algo.
Por quê, Deus?
É a Deus que se deve recorrer?

Literalmente, quem sou eu? De onde vim? Pra onde ir?
O que fazer?
Quero correr. Quero sorrir.
Quero amar. Quero amor.
O pouco não me basta.
Não sei o que basta.
Como se, de repente, tudo estivesse em estilhaços.
Como se, de repente, todo pensamento positivo tivesse se esvaído.
É como soerguer-se na madrugada, indefinidas vezes, sofrendo com as lembranças da realidade, do dia-a-dia.

Que tipo de vida é a vida ideal?
Que tipo de perspectiva é bom sentir e cultivar?
Onde está o manual do sobrevivente humano?
Como saber o que fazer?
O aprendizado tem q ser assim? Doloroso? Pelo caminho das pedras?
Em vez de complementar a flor, o espinho deve destinar-se tão somente a causar dor e ferimentos?
E qual o remédio para a angústia?
E qual o fármaco que inibe sentir o medo de fazer? O medo de viver?

Será?
É essa a pergunta correta?
E ignorar as horas... Seria essa a atitude devida?
Por que eu desejo e quero me encontrar, se eu não sei onde estou?
Por que aquilo que me faz sentido, muda a todo instante, se tornando cada vez mais inexplicável, cada vez mais indefinido?

Em quem acreditar?
Sou meu próprio líder?
Onde vou chegar?
Nunca vou parar de pensar?
E descansar? Algum dia, Senhor, poderei descansar?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Relato Sobre o Poeta

Aquele poeta, ao ler um livro de Cícero, sentiu em si, dentro de seu âmago, no mais profundo sentimento de seu coração, que necessitava se tornar um Homem.
Em sua jornada, claro lhe ficou que, para se tornar Homem, não bastava o porte de idade no documento de identificação.
Aquele poeta buscava ser Homem a fim de deixar um legado.
O poeta entendeu que legado não implica em riqueza material.
Aquele poeta pôde decifrar as palavras, suas entonações e formas como os outros homens a utilizavam. E notou que os homens comuns utilizam a palavra qualidade para definir coisas boas e más.
E percebeu que, por detrás das palavras, juntamente com a dubiedade, residia o sarcasmo, o deboche, o descaso.
Mas o poeta fixou-se em ser sábio, bom e justo.
E passou a questionar o valor e o sabor das coisas.
De todas as coisas. Desde o sol que nasce cedo, irrompendo a escuridão e clareando o infinito, da grama molhada, quase gelada, fria, tocando os pés antes de o sol nascer, até o sentar no chão de casa, a fim de se sentir no lar.
E o poeta saboreou todos esses momentos.
E pôde (pode) fechar os olhos e sentir o calor do sol enrubescer o seu rosto.
E abriu a camisa, para que a força do astro rei penetrasse o peito, ultrapassasse o espírito, curasse o sangue, torneasse a cor.
E essas coisas, que deveriam ser o grande alimento da alma, que são prazeres que tornam o Homem justo e bom, tal qual deseja incessantemente o poeta, ficaram em segundo plano na vida dos homens.
Mas não na vida do poeta.
Mas o poeta viu-se sozinho, admirando o sol, alimentando seu corpo com vida, enquanto um turbilhão atravessava sua casa, seu lar.
E viu o chão se abrir diante de seus pés.
E não pensou como talvez pensasse o Homem.
O poeta se deparou com a realidade de que preferia cultuar o sol, a ter de cultuar responsabilidades civis.
E as responsabilidades civis bateram à porta do poeta.
O poeta, agora, portava semblante amargurado. Alegava ter recebido lições dessa coisa chamada Vida. Mostrava as marcas nos braços: de fato, se não estivesse mentindo, o poeta passara momentos difíceis sob o manto da Vida.
Mesmo sem ser perguntado, o poeta insiste em narrar sobre como foi sagaz e feroz em sua jornada em busca das boas qualidades do Homem. E fala sempre que seu desejo, enquanto jovem, era ser como Cícero definia o Homem: ele deve observar todos os fatos da vida, todos os acontecimentos ao seu redor, todas as possibilidades de intervir na realidade e a transformar, observar toda e qualquer chance, oportunidade, seja lá o que for, e, quando estiver frente a frente com esse fato, dessa escolha, olhar para si e questionar: isso é justo e bom?
Porque defende o poeta que, de nada adianta um valor ser justo mas não bom. Pois se assim for, insignificante o é. E defende, também, que nenhuma valia existe no fato de ser bom, mas não justo. Porque isso ampararia os opressores.
O poeta se pergunta se já se tornara um Homem, justo e bom.
E o poeta baixa seus olhos, reconhecendo, em silêncio, que possui o conhecimento, mas ainda não o sabe aplicar.
O poeta não sabe a idade que tem.
O poeta vê-se jovem, mas raciocina como um experiente adulto.
O poeta sente-se velho, mas tem o vigor de um adolescente.
O poeta se contradiz: ele acha que acredita no amor. Mas ele não tem certeza se existe o amor. O poeta, também, não sabe o que é o amor.
E o poeta não quer ser matemático.
O poeta não aceita que o amor seja uma equação.
O poeta quer poder olhar para aquela mulher que representa o amor!
O poeta entende que o "sentimento amor" é diametralmente oposto ao "racional amor".
O poeta não consegue construir seu próprio entendimento sobre o que é o amor. Porque todos falam o que pensam do amor. Porque todos não sabem o que é o amor. Porque o amor parece requerer das pessoas, no mínimo, elas mesmas.
E o amor não possui manual. E não possui medidor.
O poeta desprezaria o medidor de amor. Mas fatalmente faria uso do mesmo, ainda que somente pelo senso investigativo e curioso.
E eis que o poeta se deu conta de que não bastava apenas palavras para lhe garantir a vida.
E eis que esse poeta se apaixonou.
Os poetas também se apaixonam.
E enquanto tentava desvendar o amor, enredou-se nas garras da paixão.
E a paixão sangra o coração.
A paixão é avassaladora. E traiçoeira.
E eis que a paixão se foi.
E o poeta ficou com algo dentro de si que denominou de sentimento.
Esse poeta, amante do raciocínio, disse a si mesmo que poderia viver sem a sua paixão.
O poeta também fica cego.
O poeta lançou mão de seus sentimentos. E ergueu uma barreira ao redor de seu coração.
Esqueceu, porém, que não é Senhor de si mesmo.
E o poeta sentiu a falta da sua paixão. O poeta sentiu a falta do amor. O poeta sentiu falta de ser amado. O poeta sentiu falta de poder cuidar. O poeta sentiu falta de ser cuidado. E sentiu, sobretudo, falta de poder partilhar.
O poeta abraçou-se aos seus livros e a sua cultura... E estes não alimentaram sua alma.
O poeta dedicou-se a fazer coisas que nunca tinha feito... E se sentiu vazio.
E então, o poeta pôde entender qual era o verdadeiro problema que o atormentava: ele tinha se apaixonado por Vênus.
E Vênus se interessou pelo poeta!
E os dois arderam juntos.
E se olhavam no escuro e podiam se enxergar um ao outro.
E o poeta dedicou suas melhores palavras aos olhos dela. E ela o inundou de charme e prazer.
E o poeta viu que Vênus o fazia sorrir.
E o poeta abriu a porta de casa, de madrugada, e foi caminhar na grama úmida. E aguardou o sol chegar. E quando o sol chegou, ele informou à Vênus o que acontecia. E Vênus, ainda que deitada e dormindo em sua cama, em sua casa, se sentiu feliz por saber, por partilhar.
E Vênus admirou o poeta pela sua sede e naturalidade em partilhar seus momentos.
E Vênus esqueceu quem era, e dedicou-se ao poeta.
E acreditou que o poeta fosse um Homem.
E o poeta acreditou estar tornando-se um Homem. E se orgulhou, vendo Vênus deitada ao seu lado, em seus braços, satisfeita.
Mas um dia, o vento soprou diferente. E neste mesmo dia, Vênus levantou-se sentindo diferente.
E o poeta sentiu esse algo diferente na vibração do ar, nas palavras de Vênus.
E o poeta não sabia se deveria fazer algo a respeito ou se simplesmente deveria esperar.
E preveu seu futuro. E sentiu arrepios e o prenúncio da tristeza.
E assim como os dias passam, assim como as horas giram, assim como as estrelas morrem, ela se foi.
Assim.
Como se fosse natural.
Como se fosse normal.
E o poeta planejava um banquete, com música e danças, com vinho para sua Deusa, e encontrou o quarto abandonado. E, naquele instante, de joelhos, perdeu os sentidos.
O poeta enlouqueceu.
O poeta se descontrolou.
O poeta maldisse a Deus.
E rasgou suas vestes e odiou os deuses.
E pensou em se arrepender de todas suas palavras, todos seus atos, todas suas intenções.
E quando estava diante da iminência da morte, recuou.
O poeta tentou se convencer da impossibilidade de amar uma Deusa.
Mas o poeta não achou racional abdicar do que sentia.
E antes de abrir os olhos, o poeta mergulhou em dor.
E sonhava com sua Deusa sendo tocada por homens baixos.
E se desesperava por não saber o que sua Deusa estava fazendo.
E se desesperava por não saber com que companhias sua Deusa fazia uso.
Com as lágrimas, o poeta se encontrou. A angústia, o esmagamento do peito, findaram por se tornar sua rotina.
E o poeta questionou tudo de novo. E não obteve nenhuma resposta.
E viu que estava perdido como não imaginava estar.
E um dia, perambulando pelas ruas frias, viu Vênus bebendo vinho.
E seu coração disparou. E sentiu sangue quente correndo em suas veias. E não pôde aceitar que tais acontecimentos nada tivessem a ver com Vênus. E a chamou.
O poeta sempre se encantou com a beleza de Vênus. Da forma como brilham os seus olhos na penumbra, da forma como seus cabelos parecem ouro, da forma como seu corpo é imensamente perfeito, da forma como sua pele exala um cheiro doce, da forma como o seu gosto é inenarrável. Mas, naquela noite fria, Vênus estava demonstrando estar próxima à perfeição, e o poeta cambaleou e se inebriou de tanta beleza.
E o poeta questionou o que fez de errado, para Vênus ter ficado ainda mais tão linda longe dele.
E o poeta sentiu ter perdido.
E voltou a sentir dor e a se sentir sozinho. E sem ter com quem partilhar.
E por mais que digam que deveria esquecer Vênus, o poeta não está ignorando o que sente.
E o poeta sabe que, o que está sentindo, não é simplório. Não é simplesmente humano.
O poeta sabe o que quer em relação ao amor. O poeta quer ficar junto à Vênus. O poeta quer repousar nos seus seios suaves.
O poeta quer admirar Vênus deitada e adormecida.
O poeta quer poder acordar e ver Vênus nua com feições de sono.
O poeta quer voltar a se sentir vivo.
A questão é que dizem que deuses e homens não podem viver juntos, não podem se amar.
O poeta não é só mais um homem qualquer.
O poeta está buscando se tornar um Homem.
E o poeta ignora o que os outros dizem.
Porque o amor não vem em receituários.
E ninguém pode dizer quem pode e quem não pode amar.
Ninguém pode sentenciar que uns serão felizes e outros amargarão o fel da vida.
O poeta quer se dedicar à sua Deusa.
Ele está ciente da possibilidade de sentir dor. De sentir tristeza. De querer morrer de novo.
Mas ao menos o poeta acredita estar fazendo o que é verdadeiro.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Trilha Sonora

Música gira o mundo.
Frase minha que contraria a realidade, pois o dinheiro move o mundo.
Frase não minha.
Enfim.
Se a vida tivesse trilha sonora... Seria ótimo para prevenir momentos ruins..
Enquanto o real nos esmaga, uma trilha sonora sempre é bem vinda.
Segue pequena lista de sugestões, fácilmente encontradas em skreemr.com ou com Ares..
Um som pra ouvir, pensar, ir longe e voltar...
E se impressionar com alguma qualidade específica de alguma música em especial.

Robbie Williams - Come Undone
Zé Ramalho -Garoto de Aluguel
Adão Negro - Vá morrer pra lá
Beirut - A sunday smile
Bob Marley - Chances are
Bob Marley - Kinky Reggae
Chico Buarque - Futuros Amantes
Eddie Vedder - Guaranteed
Eddie Vedder - Rise
Eddie Vedder - Hard Sun
Led Zeppelin - Kashmir
Marcelo Camelo - Doce solidão
Marcelo Camelo - Téo e a gaivota
Marcelo Camelo e Malu Magalhães - Janta
Neil Young - Heart of Gold
Oasis - Songbird
Oasis- shout it out loud
Oasis - stop crying your heart out
Oasis -
Pink Floyd - Breathe
Pink Floyd - Shine on your crazy diamonds
Pink Floyd - Welcome to the machine

domingo, 17 de maio de 2009

De que adianta

De que adianta viver na cidade, cercado, dos muros e grades?
Faz o compositor com que possamos pensar.
Faz o poeta, com que possamos acordar.









Nesta foto, deitei na grama, no campo, no exato instante em que a Gaya e o Tubianinho passavam. Ao fundo, coxilhas.