Por que tu não me olhas?
Como pude ficar invisível diante de ti?
Hey! Eu estou aqui, bem diante de ti!
Que palavras minhas não consegues entender?
Que gesto preciso eu fazer?
Quem eu devo ser?
Se aquele que te mostrei não te satisfez.
Se aquele que eu fui, para ti nada foi?
Como podes não me ver?
Aqui!
Aqui!
Inesperado! Desesperado!
Ajoelhado. Sincero. Diante de.
O que eu sou?
Mais fraco que ontem? Mais forte que amanha?
Qual o teu segredo para poder não me enxergar?
Qual a tua receita para enrijecer o sentir?
Me mostra.. Me indica.. Me olha!
Escritos, fotografias, cinema, sugestões, juízo crítico, livre expressão do pensar. Para apenas textos e algum ou outro que não conste aqui, acessar: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/jeronimoterra
domingo, 19 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Os mesmos. Invariavelmente.
Alma sensível, corpo hombril.
Sentimentos aflorados, aparência indócil.
Inteligência farta, ideias retrógradas.
Quando há ideias.
Quando há sentimentos.
Quando há o existir.
Qual o fiel retrato de um poeta?
Que se esconde atrás daquele rosto cerrado?
E o que houve com aquele com o rosto serrado?
Encerram-se as finais razões.
Opera-se o feito e o mesmo é colocado à submissão do entendimento do Julgador. Que não analisa nem delineia o rosto do acusado. Que não prejulga as visíveis tatuagens e o ar de culpado. E com seu instrumento em punho, numa visão idealizada e antiga (retrógrada), dá, ali, à mão, com sua caneta, naquele momento, a sentença contra aquele que cometeu o ato vil em face de Vossa Majestade, o Estado.
E o Estado, preocupado em manter seu sistema de contas positivo, com deficiência financeira zero, apenas visa, no processo da condenação do Acusado, as custas a que fará jus. E o Condenado, condenado que já era, arca com o que não tem para satisfazer os desejos, vontades e privilégios de Vossa Majestade. As vulgas "obrigações".
Porque se um dia fui obrigado a me esconder em minha casa alegando ter pago os impostos do inverno e, do lado de fora o Cobrador fazia desdém da minha alegação, se aquilo era exemplo do poder do Estado para com o súdito, hoje, nos dias hodiernos parece ainda pior. Hoje o Estado se defende e cresce erigido por suas Leis e suas letais, instantâneas e multi simultâneas medidas provisórias. E seus fartos panos quentes.
Ao menos nos tempos de império havia pão e circo. Para assistir. Porque hoje eu sou parte do espetáculo. Sou muito mais circo do que pão. E não estou lá para assistir, mas para fazer parte do show de alguém. Para alguém. E cada vez com menos pão.
Indissociado de preceitos religiosos quaisquer posso afirmar que o pão não virá dos céus.
É.
E aliado a isso tudo esperamos pelo Profeta que virá nos salvar. Ou nos redimir.
E nem adianta alegar inocência, porque todos deverão ser redimidos. Digo mais: todos serão redimidos. A presunção será de culpabilidade!
Aos que nada acusarem contra si, o Estado, digo, o Profeta conseguirá uma declaração de culpa. Ora, como não conseguir? A redenção deve de ser plena. A redenção há de ser plena.
Enquanto o Profeta não vem respiramos aliviados. A não ser que venha para salvar.
Como aqueles Profetas que, no ápice de suas loucuras, admirados por toda aquela gente ignorante a aguardar suas palavras, acreditavam que ouviam o Senhor indicando o caminho. Talvez o estivessem. Em cena, como sempre, reis, súditos, platéia, chefe, palhaços..
Nos tempos atuais a realidade complicaria os planos dos Profetas. Primeiro, porque não se teria para onde ir. Já que, parece que estamos na década de oitenta, onde se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Segundo, porque a globalização e a falta de cultura corrente entre os súditos implicaria em dissidentes, em questionadores, em opinadores. E graças à violência que nos embanha de sangue no jornal do meio-dia, da noite, da madrugada, etc., os dissidentes em breve estariam assassinando o Profeta. Ou cobrando sua parte. Seus privilégios.
Porque o bom de ser Rei, Julgador, Profeta, é que se pode dar ordens. E nada como dar ordens. Ainda mais diante do cenário típico: poder, platéia e submissão.
Nada mais justo, por assim dizer, que o súdito busque seu lugar ao sol.
O problema é que ele aprendeu errado. Aprendeu da forma como aqui é ensinada pelos nossos Profetas.
Pelo Senado.
Pelo Supremo Tribunal.
Pelo vizinho.
Pelo ídolo.
Sentimentos aflorados, aparência indócil.
Inteligência farta, ideias retrógradas.
Quando há ideias.
Quando há sentimentos.
Quando há o existir.
Qual o fiel retrato de um poeta?
Que se esconde atrás daquele rosto cerrado?
E o que houve com aquele com o rosto serrado?
Encerram-se as finais razões.
Opera-se o feito e o mesmo é colocado à submissão do entendimento do Julgador. Que não analisa nem delineia o rosto do acusado. Que não prejulga as visíveis tatuagens e o ar de culpado. E com seu instrumento em punho, numa visão idealizada e antiga (retrógrada), dá, ali, à mão, com sua caneta, naquele momento, a sentença contra aquele que cometeu o ato vil em face de Vossa Majestade, o Estado.
E o Estado, preocupado em manter seu sistema de contas positivo, com deficiência financeira zero, apenas visa, no processo da condenação do Acusado, as custas a que fará jus. E o Condenado, condenado que já era, arca com o que não tem para satisfazer os desejos, vontades e privilégios de Vossa Majestade. As vulgas "obrigações".
Porque se um dia fui obrigado a me esconder em minha casa alegando ter pago os impostos do inverno e, do lado de fora o Cobrador fazia desdém da minha alegação, se aquilo era exemplo do poder do Estado para com o súdito, hoje, nos dias hodiernos parece ainda pior. Hoje o Estado se defende e cresce erigido por suas Leis e suas letais, instantâneas e multi simultâneas medidas provisórias. E seus fartos panos quentes.
Ao menos nos tempos de império havia pão e circo. Para assistir. Porque hoje eu sou parte do espetáculo. Sou muito mais circo do que pão. E não estou lá para assistir, mas para fazer parte do show de alguém. Para alguém. E cada vez com menos pão.
Indissociado de preceitos religiosos quaisquer posso afirmar que o pão não virá dos céus.
É.
E aliado a isso tudo esperamos pelo Profeta que virá nos salvar. Ou nos redimir.
E nem adianta alegar inocência, porque todos deverão ser redimidos. Digo mais: todos serão redimidos. A presunção será de culpabilidade!
Aos que nada acusarem contra si, o Estado, digo, o Profeta conseguirá uma declaração de culpa. Ora, como não conseguir? A redenção deve de ser plena. A redenção há de ser plena.
Enquanto o Profeta não vem respiramos aliviados. A não ser que venha para salvar.
Como aqueles Profetas que, no ápice de suas loucuras, admirados por toda aquela gente ignorante a aguardar suas palavras, acreditavam que ouviam o Senhor indicando o caminho. Talvez o estivessem. Em cena, como sempre, reis, súditos, platéia, chefe, palhaços..
Nos tempos atuais a realidade complicaria os planos dos Profetas. Primeiro, porque não se teria para onde ir. Já que, parece que estamos na década de oitenta, onde se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Segundo, porque a globalização e a falta de cultura corrente entre os súditos implicaria em dissidentes, em questionadores, em opinadores. E graças à violência que nos embanha de sangue no jornal do meio-dia, da noite, da madrugada, etc., os dissidentes em breve estariam assassinando o Profeta. Ou cobrando sua parte. Seus privilégios.
Porque o bom de ser Rei, Julgador, Profeta, é que se pode dar ordens. E nada como dar ordens. Ainda mais diante do cenário típico: poder, platéia e submissão.
Nada mais justo, por assim dizer, que o súdito busque seu lugar ao sol.
O problema é que ele aprendeu errado. Aprendeu da forma como aqui é ensinada pelos nossos Profetas.
Pelo Senado.
Pelo Supremo Tribunal.
Pelo vizinho.
Pelo ídolo.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Tristeza essa Triste
Tristeza, tristeza, tristeza, tristeza..
Em todos os seus momentos..
Em todos os meus momentos..
Em todos os momentos..
Tristeza triste...
Tristeza que preenche..
Tristeza triste em todos os seus tons...
Em suaves tons de cinza escuro..
Tristeza essa que faz lágrimas sumirem em meio ao teclado..
Tristeza que toca em todas as notas, soando todos os timbres..
Tristeza que acaba me definindo...
Tristeza que acaba me deixando com a certeza de que não tenho nada..
Com a certeza de que não tenho ninguém..
Com a certeza de que eu não sou nada.
Em todos os seus momentos..
Em todos os meus momentos..
Em todos os momentos..
Tristeza triste...
Tristeza que preenche..
Tristeza triste em todos os seus tons...
Em suaves tons de cinza escuro..
Tristeza essa que faz lágrimas sumirem em meio ao teclado..
Tristeza que toca em todas as notas, soando todos os timbres..
Tristeza que acaba me definindo...
Tristeza que acaba me deixando com a certeza de que não tenho nada..
Com a certeza de que não tenho ninguém..
Com a certeza de que eu não sou nada.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
"Eu não vou morrer! Depois da chuva.."
,
Por que dói tanto o arrependimento?
Onde fica o ponto de dentro do coração, da mente, que permite fazer com que a vontade quase incontrolável – e normalmente não controlável mesmo – não se sobreponha, evitando o intentar, o telefonar. Não escrever. Não demonstrar presença. Dormir sem pensar. Dormir.
Como é difícil aceitar e deixar assim... assim.
A tristeza não é nossa alegria.. Diria o poeta/palhaço, quando estivesse milongueando.
E a vida não é minha.
O que fazer diante da posse de tal informação?
Queria que não fosse só diante do espelho, onde me vejo do lado oposto, que eu parecesse senhor de mim mesmo.
Ainda sinto aquilo que não posso controlar.
Como se ‘controlar’ fosse o verbo certo.
Como se 'certo' fosse 'certo' usar.
E o debate interno, companheiro desses últimos dias, desde o despertar até o amanhecer, vem se expandindo.
E se a resposta parece fácil, a contraproposta, por sua vez, de ter de fazer para obter parece tão pesada e tão distante. E isso que eu, hipócrita, mas realista, não estou na pele dos loucos.
Também cutuco as palavras.. e “vivo o que escrevo”.. sem despudor.. sem temeridade de olhares.
Vale interpretar e ouvir: Bebeto Alves, Milongamento => http://www.cliquemusic.com.br/artistas/artistas.asp?Status=DISCO&Nu_Disco=7736
Por que dói tanto o arrependimento?
Onde fica o ponto de dentro do coração, da mente, que permite fazer com que a vontade quase incontrolável – e normalmente não controlável mesmo – não se sobreponha, evitando o intentar, o telefonar. Não escrever. Não demonstrar presença. Dormir sem pensar. Dormir.
Como é difícil aceitar e deixar assim... assim.
A tristeza não é nossa alegria.. Diria o poeta/palhaço, quando estivesse milongueando.
E a vida não é minha.
O que fazer diante da posse de tal informação?
Queria que não fosse só diante do espelho, onde me vejo do lado oposto, que eu parecesse senhor de mim mesmo.
Ainda sinto aquilo que não posso controlar.
Como se ‘controlar’ fosse o verbo certo.
Como se 'certo' fosse 'certo' usar.
E o debate interno, companheiro desses últimos dias, desde o despertar até o amanhecer, vem se expandindo.
E se a resposta parece fácil, a contraproposta, por sua vez, de ter de fazer para obter parece tão pesada e tão distante. E isso que eu, hipócrita, mas realista, não estou na pele dos loucos.
Também cutuco as palavras.. e “vivo o que escrevo”.. sem despudor.. sem temeridade de olhares.
Vale interpretar e ouvir: Bebeto Alves, Milongamento => http://www.cliquemusic.com.br/artistas/artistas.asp?Status=DISCO&Nu_Disco=7736
terça-feira, 7 de julho de 2009
Trajetos Noturnos
,
Trajetos noturnos, trejeitos diuturnos.
Pisadas suaves, frio intenso.
Noitadas trejeitam dias soturnos.
Três dos jeitos, noturnas manhãs.
Palavras jeitosas, madrugadas em vão.
Diurno e oportuno,
Esgueirado no fulgor da mata ante a lua vasta,
No auge, no ápice, no apogeu, no ponto do ponto mais alto que alguma coisa pode atingir..
Ele está lá.
Noturno.
Realizando trajetos diurnos.
Idealizado em trejeitos.
Quase um sorriso ante sua voracidade e animalidade.
Calcado pela fome.
Intuído pelo faro.
Noite adentro. Todas as noites. Noite toda.
Observa o caminho do caçador.
E o caçador, sabem bem o imenso tigre, também trilha trajetos noturnos.
Trajetos noturnos, trejeitos diuturnos.
Pisadas suaves, frio intenso.
Noitadas trejeitam dias soturnos.
Três dos jeitos, noturnas manhãs.
Palavras jeitosas, madrugadas em vão.
Diurno e oportuno,
Esgueirado no fulgor da mata ante a lua vasta,
No auge, no ápice, no apogeu, no ponto do ponto mais alto que alguma coisa pode atingir..
Ele está lá.
Noturno.
Realizando trajetos diurnos.
Idealizado em trejeitos.
Quase um sorriso ante sua voracidade e animalidade.
Calcado pela fome.
Intuído pelo faro.
Noite adentro. Todas as noites. Noite toda.
Observa o caminho do caçador.
E o caçador, sabem bem o imenso tigre, também trilha trajetos noturnos.
Dela
Essa coisa de se diferenciar no meio de tantas mulheres iguais... É dela.
É dela esse cabelo lindo que todas as mulheres admiram e querem tocar.
É ela, com esse passo particular e a seriedade no rosto.
É dela, a sua habitual timidez, que interpretam como brabeza e severidade.
É dela a exteriorização da criatividade, do poder do transformar.
É dela o mais incrível gosto e conhecimento musical.
É ela que se entrega aos seus livros e ao mundo inserido nos livros, que encantam e feitiçam a mente dela, ao ponto de não poder mais distinguir alguns atos da vida real daqueles da vida fictícia. Daqueles atos dos livros, das obras que ela devora e faz o seu presente.
É dela.
E só ela.
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