,
Tão suaves notas que tocam o meu ser...
Tão suaves intervenções dos violinos...
E o grave do contrabaixo preenche o meu vazio.
E nas palavras do cantor vejo a minha própria realidade retratada.
E por isso - acho que - sou apenas mais um na multidão.
Mais um ser humano, mais uma pessoa, mais um "cidadão" que se resume em seus próprios problemas que influenciam nos problemas de todos ao seu redor.
Sou só mais um número.
Sou só o meu CPF - desde que com impostos em dia - perante o Governo.
Talvez a minha lembrança não faça ninguém chorar.
Muito menos a minha ausência.
Faria alguma diferença?
Seria um medo?
Vão lembrar de mim?
Vão lembrar do que eu fiz?
O que eu fiz?
Qual o meu legado?
Necessito legado?
Difícil..
Escritos, fotografias, cinema, sugestões, juízo crítico, livre expressão do pensar. Para apenas textos e algum ou outro que não conste aqui, acessar: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/jeronimoterra
sexta-feira, 12 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Ela não é uma rainha.
Disse-lhe o espelho, quando ele se levantou naquela manhã fria, que ela não era uma rainha.
E o caçador coçou sua farta barba hirsuta, como se tal ato o fizesse entender que os anos de fato passaram. E que, afinal de contas, talvez já fosse tempo de entender que ela de fato não é uma rainha.
Mas, o caçador, solitário que é, desviou seus olhos fundos da frente do espelho.
E sentado na mesa da cozinha sozinho, a sua xícara de café amargo e o seu pão velho nada lhe opinavam ou sugestionavam sobre suas escolhas.
E após forrar o estômago com um pouco do pão velho e beber o último gole do café, sentiu um pequeno mal-estar.
Coisa da idade certamente.
Mas o caçador não pensou isso.
Pensou no espelho.
E voltou a lhe fitar os olhos.
E o espelho, numa última tentativa desesperada de se fazer entender lhe gritou: ELA NÃO É UMA RAINHA!
Mas o caçador já estava absorto em seus próprios pensamentos, em suas próprias lembranças.
E estava perdido em sua mente, lembrando do ardor que exalava o perfume dela.
Quando a porta se fechou, o espelho ficou na escuridão do casebre.
E lá fora o caçador separava seu machado e sua espingarda.
Estava muito frio.
Mas tinha sol.
Erguendo os olhos e encarando o sol por alguns segundos, o caçador pensou que aquele dia seria ideal para passar ao lado de sua rainha.
E o caçador está tão cego que da realidade que o envolta que, ao dar seus primeiros passos em direção à floresta, ri para si mesmo pensando na rainha que nunca existiu.
E o caçador coçou sua farta barba hirsuta, como se tal ato o fizesse entender que os anos de fato passaram. E que, afinal de contas, talvez já fosse tempo de entender que ela de fato não é uma rainha.
Mas, o caçador, solitário que é, desviou seus olhos fundos da frente do espelho.
E sentado na mesa da cozinha sozinho, a sua xícara de café amargo e o seu pão velho nada lhe opinavam ou sugestionavam sobre suas escolhas.
E após forrar o estômago com um pouco do pão velho e beber o último gole do café, sentiu um pequeno mal-estar.
Coisa da idade certamente.
Mas o caçador não pensou isso.
Pensou no espelho.
E voltou a lhe fitar os olhos.
E o espelho, numa última tentativa desesperada de se fazer entender lhe gritou: ELA NÃO É UMA RAINHA!
Mas o caçador já estava absorto em seus próprios pensamentos, em suas próprias lembranças.
E estava perdido em sua mente, lembrando do ardor que exalava o perfume dela.
Quando a porta se fechou, o espelho ficou na escuridão do casebre.
E lá fora o caçador separava seu machado e sua espingarda.
Estava muito frio.
Mas tinha sol.
Erguendo os olhos e encarando o sol por alguns segundos, o caçador pensou que aquele dia seria ideal para passar ao lado de sua rainha.
E o caçador está tão cego que da realidade que o envolta que, ao dar seus primeiros passos em direção à floresta, ri para si mesmo pensando na rainha que nunca existiu.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Fotos
_
Graças aos planos estranhos e dotados de extremas linhas tortas do Senhor, o Poeta a conheceu e pode (pôde) olhar seus olhos.
E, por este ato, o Poeta passou a indagar a si mesmo dia após dia, noite após noite, se existiria, nessa Terra, olhos mais lindos que os dela...
E a cada foto dela que ele revê sua indagação parece ter resposta...
Mas, para o Poeta, talvez nenhuma resposta equivalha a realmente uma resposta..
Porém, em suas lembranças jamais viu ou temeu avistar olhos tão lindos quanto os daquela Princesa.
E ela é uma uma princesa digna de portar o termo Princesa: com cabelos dourados (lógico); mãos belas e criativas; cheiro de Rainha e olhar de Deusa..
Era ela..
E, por este ato, o Poeta passou a indagar a si mesmo dia após dia, noite após noite, se existiria, nessa Terra, olhos mais lindos que os dela...
E a cada foto dela que ele revê sua indagação parece ter resposta...
Mas, para o Poeta, talvez nenhuma resposta equivalha a realmente uma resposta..
Porém, em suas lembranças jamais viu ou temeu avistar olhos tão lindos quanto os daquela Princesa.
E ela é uma uma princesa digna de portar o termo Princesa: com cabelos dourados (lógico); mãos belas e criativas; cheiro de Rainha e olhar de Deusa..
Era ela..
E só ela.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Entre(mente)s
Entrementes.
Entre entes.
Entre mentes.
Entre chuvas.
Entre tempestades.
Entre a esperança da chegada do grande dia e a vontade de esquecer o mundo.
Entre a espera e o futuro.
Atrás do futuro, no presente. Ente.
Rente.
Reto.
Categórico.
Desesperançoso.
Calcado de uma ausência de sorriso sem fim.
Talvez não tão desesperançoso como quis parecer num primeiro momento.
E também, aquele leve gesto envolvendo seus lábios, pode certamente ser um sorriso.
Ou espécie de.
Espécie de esperança é essa: realista e real.
Coração a mais de mil, como na canção, e o espírito firme, quase inerte, absorto em seu próprio ser. Do lado de fora, confusões. Confusões solares e de céus escuros.
Confusas tempestades.
E entre as tempestades, abrigado, fitando a chuva grossa que o céu providenciou com que batesse à sua porta, ele parece diferente.
E não é pelo volume alto da televisão.
E não é pelos barulhos que ele tem certeza que ouve, embaixo do chão, embaixo da casa, um som que parece se mover. Um ruído que parece se mexer. Se meter.
E não é pelo frio nas mãos. Ou pela chuva gélida a tocar o corpo.
É só pelo tentar.
É só porque, ele quer poder não parar de esperar os dias melhores chegarem. Venham eles a pé, ou a cavalo. Venham com o sol ou à margem da sombra.
Mas, por favor... Venham antes de eu cerrar os olhos.
Entre entes.
Entre mentes.
Entre chuvas.
Entre tempestades.
Entre a esperança da chegada do grande dia e a vontade de esquecer o mundo.
Entre a espera e o futuro.
Atrás do futuro, no presente. Ente.
Rente.
Reto.
Categórico.
Desesperançoso.
Calcado de uma ausência de sorriso sem fim.
Talvez não tão desesperançoso como quis parecer num primeiro momento.
E também, aquele leve gesto envolvendo seus lábios, pode certamente ser um sorriso.
Ou espécie de.
Espécie de esperança é essa: realista e real.
Coração a mais de mil, como na canção, e o espírito firme, quase inerte, absorto em seu próprio ser. Do lado de fora, confusões. Confusões solares e de céus escuros.
Confusas tempestades.
E entre as tempestades, abrigado, fitando a chuva grossa que o céu providenciou com que batesse à sua porta, ele parece diferente.
E não é pelo volume alto da televisão.
E não é pelos barulhos que ele tem certeza que ouve, embaixo do chão, embaixo da casa, um som que parece se mover. Um ruído que parece se mexer. Se meter.
E não é pelo frio nas mãos. Ou pela chuva gélida a tocar o corpo.
É só pelo tentar.
É só porque, ele quer poder não parar de esperar os dias melhores chegarem. Venham eles a pé, ou a cavalo. Venham com o sol ou à margem da sombra.
Mas, por favor... Venham antes de eu cerrar os olhos.
E se o Inter ganhar esse Brasileirão?
E se o Inter ganhar esse Brasileirão?
Brasileirão é o Campeonato Brasileiro, aquele que passa na TV.
Enfim.
Se o Inter ganhar a Copa do Brasil, essa pergunta já é válida, substituindo as palavras, claro.
Mas, se o Inter ganhar o Brasileirão, impõe-se um questionamento: como ficarão as estrelas bordadas na camiseta?
Gize-se que a atual escuderia do Inter não contempla estrelas em seu bojo.
Mas, esse desenho da escuderia, design puro que é, está sujeito a alterações.
E hoje, os torcedores colorados estão acostumados com a edição de novas camisetas do Colorado.
Seja porquê estão ganhando tudo, seja porquê nos últimos anos o Inter teve consideráveis alterações em suas camisetas.
O que quero dizer é, que, vindo a levantar o troféu na Copa do Brasil ou no Brasileirão, o Inter terá de repensar, de alterar o design de sua escuderia, de seu símbolo.
Não parece justo? Conquistas nacionais merecem seu lugar junto ao peito.
Entenda... Não é que um emblema rodeado de dezenas de estrelas seja estranho. É que, na minha idéia, menos estrelas, mas diferenciadas por cores, parece muito melhor, em termos de design e valor (Valor).
Se outros times já não fizeram ou fazem? Sim. Fazem. E fizeram.
Aí não pode, por acaso?
Brasileirão é o Campeonato Brasileiro, aquele que passa na TV.
Enfim.
Se o Inter ganhar a Copa do Brasil, essa pergunta já é válida, substituindo as palavras, claro.
Mas, se o Inter ganhar o Brasileirão, impõe-se um questionamento: como ficarão as estrelas bordadas na camiseta?
Gize-se que a atual escuderia do Inter não contempla estrelas em seu bojo.
Mas, esse desenho da escuderia, design puro que é, está sujeito a alterações.
E hoje, os torcedores colorados estão acostumados com a edição de novas camisetas do Colorado.
Seja porquê estão ganhando tudo, seja porquê nos últimos anos o Inter teve consideráveis alterações em suas camisetas.
O que quero dizer é, que, vindo a levantar o troféu na Copa do Brasil ou no Brasileirão, o Inter terá de repensar, de alterar o design de sua escuderia, de seu símbolo.
Não parece justo? Conquistas nacionais merecem seu lugar junto ao peito.
Entenda... Não é que um emblema rodeado de dezenas de estrelas seja estranho. É que, na minha idéia, menos estrelas, mas diferenciadas por cores, parece muito melhor, em termos de design e valor (Valor).
Se outros times já não fizeram ou fazem? Sim. Fazem. E fizeram.
Aí não pode, por acaso?
Assinar:
Comentários (Atom)
