Escritos, fotografias, cinema, sugestões, juízo crítico, livre expressão do pensar. Para apenas textos e algum ou outro que não conste aqui, acessar: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/jeronimoterra
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Invocação
dos cachos podados,
loira como o sol,
quente como a terra,
bela como as deusas,
voraz como um faminto,
pulsante como um coração.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Feito por mim
Tão programado que fui a buscar o que não queria ou o que eu não conhecia, que a vida agora me demonstra que eu não sei o significado e o real valor das coisas essenciais ao homem.
Eu não sei o que é felicidade.
Eu não sei onde encontrar a felicidade.
Tão questionador resolvi me tornar, que não sei mais o que é essência.
Tão crítico me formei, que não sei o que me faz feliz.
Não sei o que me toca.
E com isso, me enredo nas tramas e desafios que torturam minha mente e meu coração.
E me lanço nos braços daquela que supostamente me representa o amor, e então, repentinamente, caio no chão. Sem abraços.
Sem braços do amor.
Sem apoio.
E sem saber onde encontrar um mínimo de apoio.
E enquanto o se sentir perdido vigora como regra na minha vida, tateio no escuro em busca de um amparo.
Amparo que não encontro.
Amparo que nem sei o que é.
Por seu turno, na contramão do sentir, a tristeza se deixa identificar fácil.
Pela ausência de sorriso.
Pela vermelhidão dos olhos.
Pela falta de vontade.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Do fim
Onde guardar aquelas últimas e ásperas palavras?
Onde detalhar o óbvio que, furtivamente, estava apenas retardando a si próprio no tempo?
E como tornar a pensar ao contrário?
Se parece impossível, com a gravidade perdendo estabilidade dentro do cérebro..
Com os tímpanos se encarregando de me assustar..
A cada voz abafada, a cada riso medonho, a cada grito horrendo..
Dos que passam na calçada.
Dos que fogem da chuva.
Dos que se encaminham para algum lugar..
O que se pode extrair do fim?
Por ti
Quis na tua pele encontrar o melhor refúgio.
Quis nos teus olhos mergulhar no melhor dos mundos.
Quis nos teus cabelos enxergar a maior das deusas.
Talvez a tua sensibilidade eu não tenha compreeendido.
Talvez os teus nãos tenham soado para mim como sim.
Talvez eu não tenha ouvido quando deveria.
Talvez eu tenha opinado, quando não deveria.
Confusão de sentimentos, o querer e o partir..
E a reconciliação que nunca foi comemorada.
(disponível em http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=62073)